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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Páris

A neblina lá fora só não é mais irônica porque a minha mente ainda não está nublada. Não completamente.
É simplesmente inaceitável o tempo que algumas pessoas têm que esperar para ter seus desejos realizados, suas felicidades encontradas e seus amores correspondidos.
A menos que você encontre alguém que te faça bem. Alguém que faça você se sentir bem, inteira, o que é uma grande diferença. Alguém que, mesmo não demonstrando, ou demonstrando tarde demais, você sabe que se preocupa com você, que acredita em você.
Os anos podem passar, você pode ter quantas primeiras-impressões você quiser, mas o que fica mesmo são as ações, não as impressões. Você nunca mais esquece.

"E se Páris tivesse sido amigo de Julieta? Seu melhor amigo? E se ele fosse o único a quem ela pudesse fazer confidências sobre toda a história arrasadora com Romeu? A única pessoa que a entendia de verdade e a fazia se sentir quase humana de novo?"


"Que há num simples nome? O que chamamos rosa, com outro nome não teria igual perfume?"

- Ato II - Cena II: Julieta

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Preço

Durante alguns dias eu meio que esqueci que isso existia, dá pra acreditar?
É, eu sei que não dá, mas às vezes nós temos que começar a nos preocupar com algo maior. Algo que nos preocupa mais.
Ontem a noite eu me peguei pensando em tudo que eu já "tive". Falo das pessoas, e da minha relação com elas. Vejo que, a partir de um ponto, foi como uma troca. Troquei alguém que me fazia bem, por alguém que de algum modo fazia eu me sentir melhor.
Se for pensar bem, não é um preço justo. E não faz nenhum sentido. Se você já estava bem com alguém, pra quê mecher em time que tá ganhando?
A vida é mesmo uma coisa engraçada. Queremos sempre viver melhor do que estamos, por melhor que estejamos. E pagamos preços altos por isso.
Só resta então viver a vida a partir daí, sendo o preço justo ou não, se sentindo melhor ou não.
"Você compara uma árvore pequena com toda uma floresta." - Edward Cullen.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Segundo sol;

O céu das sete se revelava negro como breu, e o vento atingia suas costas enquanto ela lia, distraída, de costas para a janela. Ela não queria olhar para o céu. E nem podia.
Anseava pela casa vazia, quando ela poderia desabafar consigo mesma, chorar e cantar sem que ninguém implicasse com ela por isso. Mas a casa nunca estava vazia quando ela realmente precisava que estivesse, e isso era deprimente. Parecia então que as coisas nunca aconteciam do jeito que ela queria. Egoísta.
Foi então que aconteceu.
Mais que de repente, o clarão inundou todo o quarto, e ela se viu imesa numa paz que nem ela mesma sabia explicar. Logo ela, que sempre esteve a frente de seu tempo, que sempre fora tão inteligente e cheia até a boca de milhões de teorias que só estavam esperando um momento para borbulhar fervorosamente para fora.
O quê ela viu? O quê ela sentiu?
É segredo.

"Eu só queria te contar que eu fui lá fora e vi dois sóis e a vida que ardia sem explicação..."

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Living life your own,

and every sky was your own kind of blue.
Eu te imagino, eu te observo, e é sempre o além que te encontra. Seus olhos não são mais os mesmos para mim, e seus gestos - ah, seus gestos! - sinto que já não me pertencem mais. E o que posso fazer?
Dizer-te que sinto muito, que queria muito que tivesse andado, tivesse dado certo, mas nós pulamos etapas importantes. Nos conhecemos antes mesmo de errarmos tentando entender-nos, e os erros constroem uma relação. Hoje eu sei que nossa história aconteceu no tempo errado.
Mas não me arrependo, não mesmo.
Viveria os mesmos momentos tentando descobrir-te, e você tentando descobrir-me.
Então, observo-te, com os mesmos olhos de antes.
Só que bem mais claros dessa vez.

"Persiga-me, assuma a forma que quiser, enloqueça-me até! Mas não me deixe nesse abismo onde eu não posso encontrá-la! Oh, meu Deus, é impossível! Eu não posso viver sem a minha vida! Eu não posso viver sem a minha alma!"

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Anjo

Queria deleitar-me com tua beleza e encher de beijos tua face. Queria recitar-te belos poemas e encantar-me com tuas reações divinas e bem ensaiadas. Queria poder dizer-te tudo que sinto - e o que não sinto, que ficasse escondido todo esse tempo, esperando para sê-lo.
Mas ó, porque mentiste? E, por Deus!, porque acreditei em ti? Se tudo que me deste foi apenas promessas que se esvairam com o tempo, e palavras que viraram cinzas a teu simples toque. Encho agora meu peito para dizer-te o quanto te amei, e que não deveria, portanto, lamentar-me a tua ida, mas sim para gritar-te que ainda estou aqui, e estou viva.
Saibas, então, que tenho razão afinal de contas, e se agora você é amigo esquecido e amor abandonado, dê-me a tua outra face mais uma vez, para que me proves o quão certo julgas estar. Achei-me em meus temores, frios e motivos, um homem precisa perder-se para achar-se.
Queria somente que soubesses, ó anjo, que quando caíres do céu para outra pessoa, que não para mim, estejas pronto para outro destes textos, e outros tantos, até o dia que decidires cortar as asas e pousar em apenas um lugar. E se tua vida o trouxeres, depois de todos estes anos, de volta a minha porta da frente, saiba que eu o receberei com o encanto de uma rainha e os modos de doce esposa.
Enquanto isso, anjo, voa.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Long Shot

Odeio admitir que possam ser só palavras.
Mas podem.
Acho que não sei o que me faz mais mal. Estar com ele, ou sua ausência. Estar com ele e saber que o sentimento pode não ser pra você. Ou tolerar sua ausência imaginando o que ele faz naquele momento. É doentio, eu sei. Chega a ser repugnante. E eu não tenho mais ninguém com quem falar sobre isso.
Só você, querido diário. Ops, não sou mais uma garotinha, não mesmo. Querido diário? Hoje não.
O silêncio? O silêncio é uma forma de dizer que eu não sei mais o que fazer.

"Se o silêncio em minha mente durasse, eu nunca mais voltaria. Não seria o primeiro a escolher essa forma em detrimento da outra. Talvez, se eu corresse para bem longe, nunca mais teria de ouvir..."

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tic Tac Tic Tac...

Tirando as teias do blog na esperança de tirar minhas próprias teias.
Os ponteiros do relógio se movem em meu pulso, e a sensação de carregar o tempo nas mãos talvez não me pareça mais suficiente, não me pareça mais certo como era antes.
Quando a gente percebe o que acontece em nossa vida, a nossa volta, o tempo se torna irrelevante. Ele passa mais devagar e inconstante. Cada maldita hora significa mais uma hora de tormento, de conflitos interiores e exteriores. Quando o mundo interior sóbrio se conflita com uma situação vivida do lado de fora, o resultado só pode ser catastrófico, é uma combinação que não funciona.
Você pisca uma vez e está rodeado de pessoas que te amam e então você pisca de novo e está num tabuleiro de xadrez, tão imóvel e sem reação que simplesmente espera o xeque-mate e o que tiver que ser será. Será mesmo?
Isso não me parece certo, mas é assim que a gente age.
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

"Mas isso não me fez mais forte. Ao contrário, eu me sentia horrivelmente frágil, como se uma única palavra pudesse me despedaçar."

sexta-feira, 20 de março de 2009

Fácil como respirar

Acho que talvez eu esteja mesmo gostando disso. Ou dele.

Deve ser o jeito como o egocentrismo dele faz com que a vida seja mais engraçada; deve ser o jeito como ele sorri quando faz alguma besteira ou fala alguma coisa que não devia; deve ser o jeito como ele anda, como ele escreve e como ele se concentra tanto pra fazer um exercício que ele sabe que não vai dar em nada; deve ser o jeito como ele estuda desesperadamente antes das provas, só pra colar depois; devem ser os olhos. Deve ser o jeito como ele olha pra mim.

Faz muito tempo que eu não me sinto assim. Como eu sempre to feliz quando to perto dele, ou sempre fazendo alguma coisa pra ele me notar. Faz muito tempo que eu não fico brava com o sol quando ele amanhece segunda-feira.E faz ainda mais tempo que eu não escrevo sem frases melancólicas.

Talvez não dê certo, talvez seja só um sonho. Talvez seja inútil, talvez seja decepcionante. Mas que o sentimento seja eterno enquanto dure.

Havia muitas coisas que eu queria dizer, algumas não muito boas e outras mais revoltantes de pieguice e romantismo do que ele sonhava que eu seria capaz.